Mudei de casa...Outra vez. Estou num novo projecto:

Quarta-feira, Abril 30, 2008

[S]empre [S]PN na Feira


Oi,

caros camaradas gostei de vos ver na minha escola. A sério. Podia levar isto para o campo da falta de ética e do grau zero da camaradagem entre Colegas da mesma Direcção. Mas não...

Foi com alegria (imensa, por sinal!) que vos vi entrar na escola que realizou a maior reunião do Dia D de toda a área de Santa Maria da Feira. Uma vez que nas vossas escolas, onde há muito mais professores, as reuniões foram claramente menos participadas, pensei: querem ver que vieram fazer um case study (não sei se é assim que se escreve, mas enfim).

Mas não. Vinham para "dar outra visão do memorando".

Ora, caros camaradas, tantos anos longe da escola dá nisto. Pensam que os colegas das escolas são burros?
Não são! Não somos! Fazemos, todos, o que achamos melhor sem necessitar da luz vermelha na vanguarda da nossa reflexão.

É de facto espantoso: quando a Direcção do SPN (por maioria e por voto secreto) decidiu uma coisa que não deu jeito, seguiram (justamente) o vosso caminho.

Agora, que um grupo de colegas decide de modo diferente dos camaradas, logo vem para cima da mesa a questão da coerência.

E agora percebo porque decidiram criar uma lista Alternativa e dividir os professores de Santa Maria da Feira com a vossa teimosia. É que pensam que podem continuar a iluminar o caminho dos ignorantes.

E podem! Claro que podem. Mas esses não estão nas nossas escolas.

Nas escolas de Ovar, Espinho e da Feira (como no resto do país) não há gente ignorante.

Os professores do meu Agrupamento entenderam que o memorando não era uma boa opção e votaram contra. Ponto final.

Com toda a humildade de quem não anda há 25 anos nisto permitam-me que vos explique como se faz sindicalismo, HOJE:
- Lição nº1: os professores não são burros. Por muito que os camaradas pensem que o Partido vos guia a caminho da revolução (nem que seja daqui a 500 anos com a sementinha!), nem sempre o vosso vanguardismo é entendido pelos trabalhadores. E isso não significa que eles estejam errados. Podem estar certos.
- Lição nº 2: não pressionem. Informem, discutam, mas deixem o MP3 (versão moderna do leitor de fita) à porta. A função do Dirigente é informar, apresentar argumentos e moderar reflexões. Não é pressionar. Ah - também não é por falar mais alto que os colegas que convencem, ok?
- Lição nº 3: a teoria do quanto pior melhor não resulta. Não adianta virem com a teoria do Caos... Até porque no dia seguinte assinam um memorando que transforma o Caos em vitória e depois é uma chatice.
- Lição nº 4: o sindicato é de todos e para todos - novos, velhos, mulheres, homens, contratados, efectivos, comunistas, liberais, de esquerda ou de direita... Não é só para os camaradas!

O desafio que se coloca, caros colegas camaradas visitantes da escola com maior mobilização da área sindical de Santa Maria da Feira é simples:

Somos a Direcção do [S]PN que quer trazer a Liberdade, a Democracia, a Independência e a Mudança às escolas da Feira, de Espinho e de Ovar.

E isso provoca algumas comichões... Mas o fenistil no cotovelo ajuda a resolver parte desses problemas.

Sempre que quiserem aprender qualquer coisa podem passar por cá. Teremos todo o gosto em vos mostrar como se faz. Mas tem que ser depressa.

Porque o dia 13 aproxima-se a passos largos e a nossa aposta é alargar a União e a FORÇA que se vive em Argoncilhe a todas as escolas da Nossa Área.

SOMOS PROFESSORES!

Queremos TODOS os PARTIDOS a milhas do SINDICATO!

[S]omos o rosto de quem quer dar Esperança ao FUTURO!

[S]omos [S]!

Termino agradecendo a todos os colegas da escola, sócios ou não do SPN, a fantástica postura que tiveram. Obrigado.

Bom 1º de MAIO!
JP





Nota: os dados da votação nas escolas de Santa Maria da Feira podem ser consultados no site do SPN.

Domingo, Abril 27, 2008

[S]empre [S]PN



Car@s amig@s,

como escrevi num dos posts anteriores
, no [S]PN estamos em pleno processo eleitoral e pela primeira vez na nossa história há duas listas.
Obviamente, esta seria uma questão que poderia interessar em exclusivo aos sócios do
[S]PN, mas creio que será algo a considerar na lista dos interesses de todos os docentes, nomeadamente os do NORTE - quer queiram, quer não queiram, no Norte, [S]INDICATO escreve-se com [S] de [S]PN.

E gostaria de vos dar a conhecer o que eu penso que são as marcas mais interessantes do
[S]PN, enquanto sindicato. Para mais tarde fica o que penso sobre a Educação, a profissão e a Escola, bem como o que eu acho que deve mudar no [S]PN.

a) É um Sindicato Plural: aqui há diversidade, há gente de todas as cores e feitios. Há gente que circula à Esquerda, mas muita gente anda pela Direita e outros mais ou menos pelo meio. Nunca ninguém perguntou de que partido eu era e em quem voto. Sempre fiz uma prática sindical de liberdade e nem quando me aproximei de um movimento político (BE) senti o que quer que fosse dentro do [S]PN. Escrito de outro modo, diria que rejeito total e frontalmente as interferências directas das Direcções dos Partidos nos Sindicatos.
Obviamente, entendo como natural que as partilhas de espaços, obriguem as pessoas a partilharem ideias, mas uma coisa é discutir e outra é impor. Todos são bem-vindos, do PP ao PCP, porque é do somatório de todas as reflexões que pode sair algo mais positivo.

Penso que será muito importante que assim continue: a nossa única Dependência deverá ser a vontade dos nossos sócios e essa não tem cor nem partido. Quem pensa e pratica o contrário está a desejar algo que nunca existiu... Pelo menos a Norte do Vouga. (Quem rompeu a Unidade?)

b) Somos um Projecto Sindical de Rua. O exemplo supremo está na Marcha da Indignação que foi lançada por nós no Cinema Batalha.
A Luta exige a rua e quem pensa o contrário está enganado. Isto não foi, não vai e não irá lá de outro modo.
Não me revejo na luta com hora e local marcado pelo calendário do partido x ou y. Sabemos, TODOS, que muitas vezes vamos para a rua porque alguém nos "mandou" ir, mas... Se calhar isso faz parte do jogo.
Mas, pelo contrário, sempre que for necessário e o momento o exigir, aí estaremos nós na rua! É por excelência o espaço de afirmação do
[S]PN: levamos mais de 10000 professores a Lisboa!

c) Somos um Sindicato NA escola. O dia D foi a prova da nossa força. A esmagadora maioria dos Agrupamentos e Escolas Secundárias do Norte "recebeu" uma reunião no dia 15.
Isto não seria possível se o
[S]PN estivesse longe das escolas e dos professores.
É óbvio que não se vivem hoje os mesmos tempos do PREC. É óbvio também que todos temos menos tempo para tudo e, uma das coisas que vai ficando, é o trabalho sindical, até porque a confiança no
[S]PN é total.
E isto traduz, em muitas casos, uma dificuldade acrescida em estar NA escola em que cada um de nós trabalha - mas o
[S]PN nunca foi um sindicato de dirigentes ou de delegados, de euro-burocratas ou militantes partidários. Somos um Sindicato de Professores e é na escola, que NÓS, professores queremos continuar. A realização de reuniões frequentes nas escolas e nos agrupamentos é uma marca que nos distingue de outros.

d) Somos um Sindicato de Porta Aberta: o atendimento e a informação são um pilar central do trabalho de um sindicato. E no
[S]PN isso é feito sem perguntar nome, idade ou número de sócio. Nos nossos espaços e nas nossas iniciativas cabem TODOS - sócios ou não. Assim deverá continuar.

e) Solidários porque a Dimensão Sindical da nossa actividade não se faz apenas em nossa "casa". Somos o maior Sindicato do Norte, o segundo maior do país e é com essa força que fazemos tudo o que é possível dentro da FENPROF para que a Federação possa ser a maior e mais forte organização sectorial do nosso país. Estamos também absolutamente integrados na CGTP e é neste contexto que afirmamos a necessidade da CGTP integrar a CSI.

f) FUTURO - sempre estivemos à frente do tempo, numa prática de vanguarda sindical. É assim que queremos continuar. Não estamos a olhar para ontem (muito menos para o Século passado) nem a procurar tirar da terra o que está morte e enterrado. O discurso e a prática que se exigem ao
[S]PN têm que ser novos, duros, mas sem tabus, sem dogmas e procurando afirmar que PORTUGAL precisa de uma escola Democrática. E uma escola Democrática como a que temos não serve.

Vamos começar a escrever o futuro com a letra [S].
JP


Rir ou chorar

O que vos apetece fazer quando surgem na TV as notícias sobre o PSD?

Depois de me rir, começo a chegar à fase de querer chorar: com esta oposição, o que será de nós entregues ao Engenheiro que foi primeiro antes de Engenheiro?

Sexta-feira, Abril 25, 2008

25 de Abril de 2008: [S]empre

Boas noites,
este ano vou comemorar o 25 de Abril no Diário de uma forma diferente:

Vou comemorar a Liberdade do Nosso País com a Liberdade do [S]PN.

Dia 13 de Maio há eleições para o [S]PN e pela primeira vez na nossa história há duas listas:

a) a Lista [S]PN [S]empre que resulta da actual Direcção e uma outra que resulta de um conjunto de dirigentes que resolveram dividir o maior sindicato do Norte num momento em que todos os professores se mantinham unidos. As razões para essa divisão estão claras num texto disponível na Web, mas sobre isso, este espaço nada dirá.
Irei procurar afirmar a nossa candidatura, deixando para os outros os ataques pessoais.

Obviamente, sou Candidato na Lista [S] e irei comemorar a Liberdade de Abril procurando mostrar aos Sócios do [S]PN que a Liberdade, a Independência e a Democracia estão com a Lista [S], onde a palavra Futuro começa com a letra [S] de

[S]olidariedade
[S]indicato
[S]empre
[S]PN.

Dia 13, vota [S]
Porque a nossa única dependência... São os professores!


Terça-feira, Abril 22, 2008

Gestão das Escolas III: Ninguém concorre ao Conselho Geral

Boas,
a Gestão das Escolas é das coisas a que as Direcções dos Sindicatos dão muita importância e que, para os Professores (os "outros"), é um mal menor ao qual se dá pouca importância.
Considero que na história do movimento sindical docente houve um erro estratégico quando se procurou ouvir os Conselhos Executivos, dando "prioridade" a essa relação sem cuidar de perceber que muitos deles se sentem parte INTEIRA da Administração. Não percebo porque é que alguns pseudo-candidatos às eleições do SPN continuam a insistir neste erro - talvez por terem no seu seio alguns desses ditadores de trazer por casa que há anos e anos se eternizam no poder de escolas, onde a Democracia fica à porta. Mas enfim...

Hoje e para que não fique esquecido aconteceu mais um desastre para a nossa educação - Está publicado o novo modelo de Gestão: até agora havia entre nós o "115" e agora vamos ter o 75 de 2008.

Não está muito diferente do que se previa. Merece por isso que se comece já a trabalhar numa questão:
- O Conselho Geral terá que estar em funcionamento (provisoriamente) até ao fim de Setembro. O que proponho é que nenhum professor se candidate a este órgão.
Dirão que é impossível - eu digo: é possível. Este espaço é colectivo e precisa de uma lista - ora... se não houver lista, não há eleição. Simples.
Haverá sempre um? Sim... talvez... Mas ninguém sozinho faz uma lista.
Haverá dois ou três? Talvez... mas isso também não chega.

Hoje é comum ouvir-se que ninguém deveria ter concorrido a titular. Pois bem, agora vamos a tempo: passem palavra - "Ninguém concorre ao Conselho Geral".

JP

Sábado, Abril 19, 2008

Razão antes do tempo?

Boas,
o Expresso relata hoje o que muitos já sabiam há muito tempo. Parece que de um dia para o outro os inocentes deste país acordaram para a realidade do mundo "real" (pleonasmo assumido!).

O fundamental não é, como alguns movimentos vão fazendo, apelar aos argumentos mais básicos para atacar os sindicatos - sabemos, por exemplo, que parte do Movimento parido em Vila Real, nasce porque um dos seus progenitores não conseguiu aceder a titular... como tudo seria diferente se...

É um bocadinho como os comentários dos últimos dias aqui no Diário - a questão pessoal é o centro da crítica e ninguém se preocupa em discutir o central.
Poderia ser central, por exemplo, perceber como é que em toda a área sindical um Dirigente vendido ao Socialismo (eu mesmo, como todos sabem, grande Socialista! ehehe) consegue fazer a maior reunião de toda a área de Santa Maria da Feira (onde parece que há muitos Dirigentes puros e revolucionários, digo eu, não-socialistas) e por acaso, a segunda maior de todo o NORTE!

Voltando ao Entendimento - claro que o Mário Nogueira reagiu mal com as declarações que fez e não gosto de ver o MEU Secretário - geral a usar algumas expressões, quando se refere a colegas nossos. Não gosto. E o esclarecimento ficava melhor sem a última frase. Mas o Mário é assim e assim continuará.

Agora, meus caros colegas, não se iludam - as propostas do ME para "comprar" os Sindicatos foram concretas e FRONTALMENTE recusadas: passaram pela questão do acesso a titular, pelos créditos para actividade sindical, etc...

Não foram esses os motivos que levaram à assinatura do entendimento.

Estou convencido que o Mário o assinou porque achou, com todas as cartas em cima da mesa (sindicais, partidárias,etc..), o melhor para os Professores seria o Entendimento. E os que me conhecem, sabem que sou insuspeito para defender o Mário. Ele pode ter alguns defeitos, mas corrupto, ele não é!

Quarta-feira, Abril 16, 2008

A FORÇA de estarmos UNIDOS!

Assim termina este vídeo, apresentado no último Congresso da FENPROF!

Aproveitamentos

Neste processo em torno do entendimento, em função da enorme força que hoje temos, há uma quantidade brutal de aproveitamentos.

Logo que se soube do entendimento, os partidos políticos saltaram das cadeiras para gritar derrota! derrota! Do Governo, claro.

O Sr. que foi primeiro antes de ser engenheiro correu a dizer que ninguém cedia nada e que afinal até ia haver avaliação. Depois foi o triunvirato da educação a espernear para dizer mais ou menos o mesmo.

Nesse fim-de-semana há declarações do nosso lado que colocam quase tudo em causa: a palavra vitória e as infelicidades dos movimentos.
Todos olham para um lado e para o outro e não se consegue ver onde anda a vitória (nem o milhafre do glorioso agora aparece, mas isso são outras derrotas). De SMS em SMS fica a ideia que não se ganhou nada, apesar dos nossos amigos não professores nos dizerem "Vocês conseguiram... Agora é que foi e tal..."

Ainda na linha do aproveitamento os movimentos apanharam o Micro e não queriam outra coisa. Vendidos foi a coisa mais simpática que disseram dos Dirigentes Sindicais.

Aqui pelo Norte, ainda houve quem procurasse correr para os braços do Não, fazendo de conta que não tinha sido o Mário Nogueira a assinar, mas o descaramento era tal que acalmaram e acabaram por alinhar com a Direcção da FENPROF.

Mas tudo isto só serve para mostrar como estamos num momento fantástico da nossa existência, enquanto classe. Tanto interesse à nossa volta, só acontece porque somos muito fortes! Logo, muito "apetitosos."
Será que nos vamos deixar comer?
JP

Dúvidas, muitas!

Boas noites,

na sequência do Entendimento entre o Ministério e a Plataforma Sindical surgiu entre nós (classe docente) um motivo de dúvidas, de angústias, de receios.
E a coisa não pode ser vista, como alguns aprendizes-de-ministra querem fazer crer, como se os que não estão de acordo fossem burros e não entendessem os méritos do entendimento. Esse é o mesmo argumento que a Senhora usa quando diz que os professores não entendem o mérito das suas intenções.
Obviamente, também não me parece que o recurso a expressões infelizes ajude o Porta - voz da Plataforma a convencer mais professores. O Mário, mesmo que se esteja a referir às declarações da Ana Benavente, não "pode" dizer que "vozes de burro não chegam ao céu". Ele é o Secretário - Geral da FENPROF e esse não é o nível de discussão que pretendemos.

Depois da espuma D, o que nos resta?

Um entendimento aprovado por uma enorme maioria (no site do SPN podem ser vistos os resultados do Grande Porto, onde mais de 80% votou sim), mas gostaria de destacar um factor, que foi o que desde o primeiro momento me levou a ter dúvidas - a nossa UNIÃO!
Sem entendimento estavamos 100% de um lado, agora talvez estejam 90/10 ou 80/20 ou... E essa é uma questão importante.

A Plataforma Sindical e a FENPROF, em particular, têm que perceber o que levou tantos professores a não partilharem a "vitória". E têm que perceber porque eles são fundamentais para a luta - tanto como os que votaram sim.

E para entender os colegas que disseram não, não nos serve de nada atacar os movimentos (eu por acaso também acho que estava na hora de irem dar uma voltinha, mas enfim), porque essa prática leva ao seu reforço e isso, continuo a achar, é mau para a profissão!


Santana Castilho e o Entendimento

Para leitura atenta no site do SPGL.

Terça-feira, Abril 15, 2008

Não assinem!

Boas,
no Nosso dia D, 101 docentes presentes na reunião (dos 150 que trabalham no meu Agrupamento) votaram, por unanimidade, contra a assinatura do Entendimento entre o ME e os Sindicatos.

Este foi o texto enviado para a Direcção da FENPROF e da FNE:

Caros colegas,
Secretário – Geral da FENPROF, Mário Nogueira,
Secretário – Feral da FNE, João Silva,
Os professores e educadores do Agrupamento Vertical de Escolas de Argoncilhe (Santa Maria da Feira, Aveiro), reunidos no dia 15 de Abril de 2008, no âmbito do Dia D promovido pela Plataforma Sindical, decidiram, por unanimidade rejeitar a Moção proposta por considerarem que os Sindicatos de Professores não devem assinar o entendimento com o Ministério da Educação.
Dos 150 docentes do Agrupamento estiverem presentes na reunião 101 e da reflexão realizada resulta a convicção que o entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical não deve ser assinado porque:
a) As questões centrais da luta dos professores não estão presentes no documento, nomeadamente a divisão da carreira docente, em Professores e Professores Titulares;
b) Relativamente à avaliação do desempenho, não compreendemos a diferença entre docentes contratados e os docentes dos quadros;
c) O adiamento da entrada em vigor da avaliação do desempenho para Setembro, vem apenas adiar – não resolve nada. E, esta situação, resulta do facto de as escolas não terem feito o que o Ministério exigia e não de algo que se tenha conseguido neste entendimento.


Os Docentes de Argoncilhe, consideram como positivas as referências no texto do entendimento às questões dos horários e da formação, mas consideram que isso não é suficiente para recolher o nosso apoio.

Por outro lado, a assinatura do entendimento vai dividir os professores e passar para a opinião pública a ideia que o diferendo entre o Ministério e os professores está resolvido, quando todos sabemos que não está.
Neste sentido, os Docentes solicitam aos Coordenadores da FENPROF e da FNE que não assinem o Entendimento com o Ministério da Educação e mostram-se totalmente empenhados em participar nas formas de luta que vierem a ser desenvolvidas na sequência do dia D.
Argoncilhe, 15 de Abril de 2008

Professores do Norte SEMPRE presentes

Mais uma vez os Professores do Norte estiveram em Grande!

video

(Imagens do desfile que os Professores do Norte realizam na Cidade do Porto)

Segunda-feira, Abril 14, 2008

E então?

Bom,
depois de uma leitura atenta de tudo o que está em cima da mesa, sou tentado a pensar que o melhor é que todos participem nas reuniões que vão acontecer amanhã e aí, em cada escola, partilhar todas estas dúvidas, todas estas angústias e apurar o sentir da classe.
Eu por mim, estou com muitas dúvidas e com poucas certezas. Por isso é que vou sair para ir ajudar a encher a Avenida dos Aliados.

O que diz a FENPROF

Perante a contra-informação que o Governo colocou no terreno, a FENPROF avançou com um texto que me parece explicar algumas coisas sobre o que está em causa com este Memorando de entendimento.

O que exigimos no dia 8 e o que não está no entendimento

Boas,
na resolução aprovada no dia 8, estavam ainda um conjunto de coisas sobre as quais este memorando nada diz:

" a) a renegociação do Estatuto da Carreira Docente,
b) a renegociação do regime de direcção e gestão escolar,
c) a renegociação da legislação aprovada sobre Educação Especial,

d) a valorização e investimento no Ensino Superior Público,
e) a aprovação de medidas que promovam a qualidade da educação e do ensino
f) a garantia efectiva de que nenhum docente será remetido para a “mobilidade especial”, independentemente da sua situação profissional, incluindo os casos de doença que inviabilizem o exercício de funções lectivas;
g) o respeito pelos direitos sindicais e pela liberdade de exercício a actividade sindical pelos professores."


Ou seja, se nas questões a curto prazo o balanço não é positivo, nas "grandes questões", o deve e haver é claramente negativo para nós. Nem sequer dá para a oral.

JP

O que exigimos no dia 8 e o que está no Entendimento

Caros leitores,
100 mil professores nas ruas de Lisboa foi um feito histórico e será algo SEMPRE presente nas nossas memórias, mas está na hora de começar a olhar em frente.
Nesse dia 8 a moção aprovada apresentava de forma pública o que eram as exigências dos professores - obviamente, é demagógico quem agora diz que nesse dia não se lembra de ter discutido nada nas ruas de Lisboa. Estariam esses iluminados pró-movimentos anti-sindicais a pensar que seria possível tal coisa?

Um mês depois temos um entendimento entre a Plataforma e o Ministério.
Do que foi exigido nesse dia 8, o que foi agora conseguido?

No imediato pedia-se:
"a) suspender o processo de avaliação até final do ano lectivo, sem que daí resulte qualquer prejuízo para a carreira dos docentes;

b) garantir a não aplicação às escolas, até final do ano, de qualquer procedimento que decorra do regime de gestão escolar aprovado em Conselho de Ministros e ainda não publicado;

c) negociar normas sobre organização do próximo ano lectivo que consagrem horários de trabalho para os professores pedagogicamente adequados e compatíveis com o conjunto das funções docentes;


d) respeitar os quadros legais em vigor, em especial no que respeita às situações que já mereceram sentenças em Tribunal condenando o ME."

Disto, no Memorando de entendimento está:

a) A avaliação vai existir apenas para os docentes contratados e tendo em consideração apenas 4 dimensões. Não se consegue o pleno da exigência a), mas é certo que mais de 95% dos professores não terão avaliação este ano.

Eis o que aparece na minuta de entendimento: "Aplicação de um procedimento simplificado nas situações em que seja necessária a atribuição de uma classificação por estar em causa a renovação ou a celebração de um novo contrato, ou ainda a progressão na carreira durante o presente ano escolar; (...) : ficha de autoavaliação e parâmetros relativos a nível de assiduidade e cumprimento do serviço distribuído; participação em acções de formação contínua, quando obrigatória e desde que existisse oferta financiada nos termos legais."

b) Quanto à Gestão, o ponto 10 do Entendimento atira até Setembro o arranque disto, mas de facto isso é pouco mais que nada "(O prazo para aplicação do primeiro procedimento decorrente do novo regime de autonomia, gestão e administração das escolas pode estender-se até 30 de Setembro de 2008.)

c) Quanto às questões dos horários, há duas referências no entendimento: haverá horas destinadas a quem vai ser avaliador, as horas de formação são parte da componente de escola e a componente de escola será regulamentada (pontos 6, 7 e 8 do memorando).

d) Quanto à exigência imediata D) (as questões em tribunal) não há qualquer referência no memorando, mas também outra coisa não seria de esperar.

Dito isto penso que fica evidente que o que se conseguiu é muito pouco, mas está claramente em linha com o que se exigia no dia 8. Em Democracia a negociação é uma aproximação de duas partes e creio que foi isso que aconteceu. Numa de Prof. Marcelo, diria que a nota a dar nesta parte do entendimento, daria para ir à oral.

JP


Domingo, Abril 13, 2008

Acordo, entendimento, MANIF e dia D


Boas,

nestas duas últimas semanas o trabalho sindical deixou-me longe da Blogosfera. É algo que evito, mas há momentos em que o mundo real nos chama e aí temos que dizer presente. SEMPRE!

Vamos então ao tema do momento:

a. Entre a Plataforma de Sindicatos e o Ministério há um entendimento que pode levar à assinatura de um papel na próxima 5ª feira. O texto do entendimento está disponível para leitura atenta e creio que não oferece dúvidas.

b. Sem analisar o conteúdo do texto há elementos importantes a considerar:

  • Valeu a pena a MEGA-MANIF do dia 8. Claro que a solução não viria no dia 9, nem sequer chegou hoje. Mas foram os 100 000 professores que conduziram a este momento. Vamos, TODOS, meter na cabeça que isto só lá vai quando NÓS fazemos valer a nossa força.

  • Isto até pode dar a ideia que se vai lá com blogs, com SMS, com mails, com manifestos, com movimentos e afins... Mas não vai. Só vai na RUA e para isso, só com os Sindicatos! Esta é a segunda lição da aula de hoje.

  • Quem ouviu a Senhora ontem e quem a ouve hoje percebe que ela mudou o discurso. O ontem é o dia 7. O hoje é o dia 9. De Março. E esta é a terceira lição - o Governo sentou-se para negociar, algo que nunca tinha feito em 3 anos. E isso aconteceu porque temos eleições daqui a um ano. E porque saímos à rua no dia 8.

  • Uma última ideia: o Conselho de escolas, esse órgão da Administração que a Srª criou para fazer de conta que tinha alguém com quem conversar mostrou a sua enorme capacidade... de não servir para nada! Continuem, que estão no bom caminho... Aliás, se calhar até se podem juntar à CONFAP.

c. O conteúdo. Eu diria que não uso a palavra vitória. E não é por ser sócio do BENFICA. É por achar que isto é muito pouco e por isso não sinto alegria. Sinto dúvidas e algum receio. Vamos por partes:


  • Assumir que a avaliação é só para alguns não pode ser uma vitória. Assumo como um empate. Ok. Não são todos. Ficam só os do costume. Não entendo porquê. Preferia que este ano, fosse: nada para ninguém.

  • Adiar a entrada para Setembro da nova legislação só atrasa um problema. Também não sinto isto como uma vitória.

  • Entendo como boa a ideia de avaliar este modelo no verão do próximo ano, a 3 meses das eleições. Isso sim, é vitória.

  • Colocar no papel a questão do horário de trabalho e da regulamentação da componente não lectiva é uma vitória.

  • Incluir a formação na componente de escola é uma vitória.

d. Dito isto, creio que temos ainda um enorme caminho pela frente porque ainda não conseguimos nada. Vamos começar outra vez daqui a umas horas, enchendo a Avenida dos Aliados?