Boas,
só uma nota para fugir do rumo geral: a Ministra deve sair. Não há qualquer possibilidade de diálogo com ela. Por isso, penso, que nós, Professores, devemos exigir a sua demissão!
JP
Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008
Por uma boa história
Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008
Movimento Coordenado de Desgaste
Boas,
vamos a um ponto de situação porque são tantas as coisas em cima da mesa, que a malta até se confunde heheh.
1) Movimento dos professores: o SPN deu o tiro de partida com o Plenário na Batalha e depois foi só conduzir a prancha na onda da contestação. Apanhamos a onda certa, no Porto surgiu a ideia de realizar estas manifestações regionais e uma grande no fim.
Agora é ter a capacidade de não cair na areia. A manifestação no Porto ("independente"??.. aqui no Porto fala-se no PSD) foi interessante e esta semana, Coimbra, Aveiro, Guarda, Castelo Branco, Viseu, Braga, Alentejo e Algarve. É um sindicalismo de proximidade que resulta da forte união de todos em torno de um objectivo comum. Devemos perceber esta capacidade e aprender a gerir esta enorme força que está na rua... E no século xxi ter assim gente na rua não é fácil... Todos sabemos que não é.
2) Adesão da FNE, dos outros: decidimos avançar porque sabíamos ser esse o sentimento dos professores e obviamente não tinhamos que pedir autorização a ninguém para o fazer. De qualquer modo houve o cuidado de convidar outros a entrar. Os pequenos, claro, aproveitaram a deixa e vieram a correr... A FNE parecia que estava comprometida... Afinal depois de perceber que não podia ficar à porta, cá está. Ainda bem. Simbolicamente é muito importante estarem todos. Até uma Associação, supostamente num nível acima dos sindicatos.. Enfim, ao lado do Paulinho das Feiras, anunciam que se juntam à festa. Parabéns por essa decisão. Estamos todos! Vamos todos!
3) Os partidos: devemos todos gerir com pinças este momento. Como se viu hoje estão todos interessados em apanhar a prancha. O PSD, que tem para a área da educação ideias muito complicadas, hoje reuniu com a FENPROF e com a FNE.
Achei e acho que neste momento talvez não fosse oportuno esta exposição da FENPROF porque pode afastar gente do PS, que neste momento tem um papel central na oposição ao Governo.
Além de que me senti um bocadinho desconfortável ao ver o meu Secretário Geral a prestar declarações ao lado de alguém que defende que todos nós deveríamos passar a ser seus empregados na C. M. de Gaia, por exemplo... Até o Portas se atrelou para aparecer no boneco.
O Sócrates deu-nos os parabéns e a Srª apareceu a inaugurar uma escola.
É o desespero do morto que já não tem mais como respirar e que sente o oxigénio a escapar-lhe do corpo. Já não há retorno.
4) Movimentos independentes: creio que tiveram um papel importante, mas penso que não têm mais por onde ir. A presença na TV na 2ª feira não ajudou e com a FENPROF no terreno, em força, o espaço para os pequenos acaba por não existir. Se me permitem outra sugestão - é a segunda e vocês não aproveitaram a primeira: deixem cair o discurso anti-sindical, construam meia dúzia de ideias sobre o que querem da escola pública e avancem. Com discurso de sala de professores, o vosso papel acabou.
5) 8 de MARÇO: posso assegurar a todos os amigos que por aqui passam, que o que vai acontecer no dia 8 é qualquer coisa de gigantesco. Lembram-se do 5 de Outubro? Pois bem, escolas de onde não foi ninguém, estão a preparar um autocarro! Já tivemos que mudar o percurso, porque em frente à casa oficial do Sr. Engenheiro não caberiam todos os interessados. Agora vamos do Marquês ao Rossio, descendo a Avenida da LIBERDADE!
Palpita-me que às tantas vamos ter uma supresa antes! Pode ser que me engane, mas tenho uma sensação que me diz que algo vai acontecer antes!
Aproveita e inscreve-te nos transportes que o SPN está a organizar!
vamos a um ponto de situação porque são tantas as coisas em cima da mesa, que a malta até se confunde heheh.
1) Movimento dos professores: o SPN deu o tiro de partida com o Plenário na Batalha e depois foi só conduzir a prancha na onda da contestação. Apanhamos a onda certa, no Porto surgiu a ideia de realizar estas manifestações regionais e uma grande no fim.
Agora é ter a capacidade de não cair na areia. A manifestação no Porto ("independente"??.. aqui no Porto fala-se no PSD) foi interessante e esta semana, Coimbra, Aveiro, Guarda, Castelo Branco, Viseu, Braga, Alentejo e Algarve. É um sindicalismo de proximidade que resulta da forte união de todos em torno de um objectivo comum. Devemos perceber esta capacidade e aprender a gerir esta enorme força que está na rua... E no século xxi ter assim gente na rua não é fácil... Todos sabemos que não é.
2) Adesão da FNE, dos outros: decidimos avançar porque sabíamos ser esse o sentimento dos professores e obviamente não tinhamos que pedir autorização a ninguém para o fazer. De qualquer modo houve o cuidado de convidar outros a entrar. Os pequenos, claro, aproveitaram a deixa e vieram a correr... A FNE parecia que estava comprometida... Afinal depois de perceber que não podia ficar à porta, cá está. Ainda bem. Simbolicamente é muito importante estarem todos. Até uma Associação, supostamente num nível acima dos sindicatos.. Enfim, ao lado do Paulinho das Feiras, anunciam que se juntam à festa. Parabéns por essa decisão. Estamos todos! Vamos todos!
3) Os partidos: devemos todos gerir com pinças este momento. Como se viu hoje estão todos interessados em apanhar a prancha. O PSD, que tem para a área da educação ideias muito complicadas, hoje reuniu com a FENPROF e com a FNE.
Achei e acho que neste momento talvez não fosse oportuno esta exposição da FENPROF porque pode afastar gente do PS, que neste momento tem um papel central na oposição ao Governo.
Além de que me senti um bocadinho desconfortável ao ver o meu Secretário Geral a prestar declarações ao lado de alguém que defende que todos nós deveríamos passar a ser seus empregados na C. M. de Gaia, por exemplo... Até o Portas se atrelou para aparecer no boneco.
O Sócrates deu-nos os parabéns e a Srª apareceu a inaugurar uma escola.
É o desespero do morto que já não tem mais como respirar e que sente o oxigénio a escapar-lhe do corpo. Já não há retorno.
4) Movimentos independentes: creio que tiveram um papel importante, mas penso que não têm mais por onde ir. A presença na TV na 2ª feira não ajudou e com a FENPROF no terreno, em força, o espaço para os pequenos acaba por não existir. Se me permitem outra sugestão - é a segunda e vocês não aproveitaram a primeira: deixem cair o discurso anti-sindical, construam meia dúzia de ideias sobre o que querem da escola pública e avancem. Com discurso de sala de professores, o vosso papel acabou.
5) 8 de MARÇO: posso assegurar a todos os amigos que por aqui passam, que o que vai acontecer no dia 8 é qualquer coisa de gigantesco. Lembram-se do 5 de Outubro? Pois bem, escolas de onde não foi ninguém, estão a preparar um autocarro! Já tivemos que mudar o percurso, porque em frente à casa oficial do Sr. Engenheiro não caberiam todos os interessados. Agora vamos do Marquês ao Rossio, descendo a Avenida da LIBERDADE!
Palpita-me que às tantas vamos ter uma supresa antes! Pode ser que me engane, mas tenho uma sensação que me diz que algo vai acontecer antes!
Aproveita e inscreve-te nos transportes que o SPN está a organizar!
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Para uma aula de formação cívica
Itália,
o jogador isolado percebe que o adversário está no chão e atira para fora.
Aplausos!
O adversário, o do chão, levanta-se e vai à vidinha...
Ou então um pedido de casamento, em directo, mas...
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Tinha razão! Temos razão
Quando o tribunal me informou da minha razão, sabia que era tudo uma questão de tempo. Aconteceu.
Sempre foi dito por Nós que o ME ia pagar!
Chegou a hora!
Tal como antes, vale a pena lutar.
JP
Sempre foi dito por Nós que o ME ia pagar!
Chegou a hora!
Tal como antes, vale a pena lutar.
JP
Prós e Contras
Algumas ideias, sem tempo para uma reflexão mais detalhada:
a) os tempos mudaram. A bola está do nosso lado e o Governo limita-se a mandar para canto. A Srª não tem respostas para os argumentos. Tal como o sr. Campos, também a Srª Rodrigues está de saída... dia 8 começa a contar o relógio.
b) defendi que a FENPROF não se devia ter feito representar. Setenta e cinco mil professores merecem mais que um minuto de discurso. Depois de terminar vi que tinha razão.
c)Os movimentos: simplistas, vulgares com discurso de sala de professores. Também como tinha escrito no post anterior, não estão a acrescentar nada, apenas ruído. Têm intenções boas, mas não percebem que não se nasce ensinado e que não é de um dia para o outro que se surge em público a defender a classe. A t-shirt de famalicão, ridícula, só melhor que o discurso de quem a vestia (muito mau, o pior da noite).
d) O papá continua no seu caminho, sempre igual no caminho do Senhor. Qual é a igreja dele?
e) Os nossos colegas no palco, muito bem!
f) Alguém ouviu um velhinho a falar ao lado da Srª? É o pai do modelo de gestão que o ME nos quer impõr.
Volto mais tarde,
JP
a) os tempos mudaram. A bola está do nosso lado e o Governo limita-se a mandar para canto. A Srª não tem respostas para os argumentos. Tal como o sr. Campos, também a Srª Rodrigues está de saída... dia 8 começa a contar o relógio.
b) defendi que a FENPROF não se devia ter feito representar. Setenta e cinco mil professores merecem mais que um minuto de discurso. Depois de terminar vi que tinha razão.
c)Os movimentos: simplistas, vulgares com discurso de sala de professores. Também como tinha escrito no post anterior, não estão a acrescentar nada, apenas ruído. Têm intenções boas, mas não percebem que não se nasce ensinado e que não é de um dia para o outro que se surge em público a defender a classe. A t-shirt de famalicão, ridícula, só melhor que o discurso de quem a vestia (muito mau, o pior da noite).
d) O papá continua no seu caminho, sempre igual no caminho do Senhor. Qual é a igreja dele?
e) Os nossos colegas no palco, muito bem!
f) Alguém ouviu um velhinho a falar ao lado da Srª? É o pai do modelo de gestão que o ME nos quer impõr.
Volto mais tarde,
JP
Uma escola de Santa Maria da Feira
Um executivo à maneira, com direito a dupla cortiça.
Um Ditador de trazer por casa, numa escola do Concelho de Santa Maria da Feira informou os Docente contratados que:
- "a partir de hoje, têm10 dias úteis para preencher a grelha individual,
- vão ter aulas assistidas (2 de 90min cada) até ao final do ano,
- têm que frequentar uma acção de formação de 25 horas que deverá merecer a aprovação do presidente do conselho executivo.
Viva a estupidez!
Tal como aconteceu com as aulas de substituições, estes imbecis que passeiam cães na praia de Espinho, vão ter que pagar tudo na barra do tribunal!.
JP
Um Ditador de trazer por casa, numa escola do Concelho de Santa Maria da Feira informou os Docente contratados que:
- "a partir de hoje, têm10 dias úteis para preencher a grelha individual,
- vão ter aulas assistidas (2 de 90min cada) até ao final do ano,
- têm que frequentar uma acção de formação de 25 horas que deverá merecer a aprovação do presidente do conselho executivo.
Viva a estupidez!
Tal como aconteceu com as aulas de substituições, estes imbecis que passeiam cães na praia de Espinho, vão ter que pagar tudo na barra do tribunal!.
JP
Domingo, Fevereiro 24, 2008
Novidade?
A manifestação que ontem se realizou no Porto é algo de novo e que mostra várias coisas:
a) os Professores já não conseguem suportar esta situação. O que este governo, através do sr. que foi primeiro Ministro e depois engenheiro e da Sr. Ministra não tem mais espaço nas nossas escolas. E eles ainda não perceberam - estão agora a começar a perceber - que sem os Professores, isto não vai!
b) depois, além de estarem exaustos e revoltados, estão motivados para tomar o poder nas suas mãos. De forma absolutamente livre e sem qualquer máquina por trás, de sms em sms... A Avenida dos Aliados teve uma "mini-enchente". Depois do plenário na Batalha, os Professores do Norte voltam a mostrar o caminho! Mas será com que todos os professores percebam que o caminho faz-se no colectivo e que não nos leva a lado nenhum o discurso anti-sindical. Obviamente os sindicatos, em particular a FENPROF ( os outros coitados, não contam para o jogo) têm muitas responsabilidades.
Mas só a nossa ausência, a nossa demissão de participar e de exigir um sindicalismo mais forte é que pode tornar a FENPROF mais fraca.
Se cada sócio dos sindicatos da FENPROF, se cada professor (ainda que não sindicalizado) se envolver, participar e exigir, certamente estará a tornar mais forte o Sindicato e com isso a nossa profissão.
Do que vi e li sobre as Caldas, o discurso é um bocadinho simplista - a luta não se faz no plano jurídico, ou pelo menos, não se faz só aí. Criar uma associação apenas para ir a Tribunal, parece-me pouco... Gostei de ouvir que estão aqui para acrescentar, se me permitem a sugestão, usem a política e não a Lei!
c) em boa hora o SPN levou a cabo o plenário e apresentou na FENPROF a sugestão de levar a cabo a Manifestação do dia 8. O momento que vivemos é muito delicado. Não é fácil resistir ao facilitismo de atirar para cima dos sindicatos aquilo que são responsabilidades do Governo. Só há uma maneira de o fazer: estar ao lado dos professores.
d) tudo indica que o dia 8 vai ser um dia histórico. Todos falam no assunto e a Marcha de 5 de Outubro de 2006 poderá ser uma brincadeira em relação ao que se vai passar em Lisboa dia 8.
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Sábado, Fevereiro 16, 2008
MANIF à porta do PS
Boas,
começo por referir que estou absolutamente contra a realização de manifestações à porta de partidos políticos. Estou por isso contra os que hoje o fizeram à porta do PS. A minha luta é contra o governo e as suas políticas. As minhas contas com o PS são para tratar no dia das próximas eleições.
Considero ainda que os "militantes" que levaram a cabo esta manif fizeram um grande favor ao Secretário-Geral do PS que assim, de borla, teve oportunidade de ser vítima e, ao mesmo tempo, ganhou um argumento para apresentar aos professores militantes do PS... Enfim, só a ignorância poderá ter levado a esta manifestação.
Mas queria deixar duas notas:
a) O líder do PS mentiu. Disse que nunca tinha visto disto em 30 anos de Democracia, para logo depois dizer que estes "militantes" eram os mesmos que há três anos estiveram no Congresso do PS. Em que ficamos sr. Scretário - geral do Partido Socialista?
b) Tal como Mário Nogueira, também eu percebo perfeitamente a razão de ser deste tipo de acto. E por isso estou do lado dos que protestam, mas não do lado dos que o fazem desta maneira.
começo por referir que estou absolutamente contra a realização de manifestações à porta de partidos políticos. Estou por isso contra os que hoje o fizeram à porta do PS. A minha luta é contra o governo e as suas políticas. As minhas contas com o PS são para tratar no dia das próximas eleições.
Considero ainda que os "militantes" que levaram a cabo esta manif fizeram um grande favor ao Secretário-Geral do PS que assim, de borla, teve oportunidade de ser vítima e, ao mesmo tempo, ganhou um argumento para apresentar aos professores militantes do PS... Enfim, só a ignorância poderá ter levado a esta manifestação.
Mas queria deixar duas notas:
a) O líder do PS mentiu. Disse que nunca tinha visto disto em 30 anos de Democracia, para logo depois dizer que estes "militantes" eram os mesmos que há três anos estiveram no Congresso do PS. Em que ficamos sr. Scretário - geral do Partido Socialista?
b) Tal como Mário Nogueira, também eu percebo perfeitamente a razão de ser deste tipo de acto. E por isso estou do lado dos que protestam, mas não do lado dos que o fazem desta maneira.
Vai um bolinho? O chá está bom?
No Expresso da Meia-Noite de ontem, na SIC Notícias, houve um acontecimento triste para todos nós!
Supostamente sobre Educação, a conversa pareceu mais um chá das cinco entre quatro tias de Cascais.
Não sou dos que pensa que isto se faz à paulada, mas assim...
A Srª Ministra, bem dentro do seu estilo. Fez o que tinha para fazer. Sem ninguém a colocar questões incómodas, só poderia correr bem.
O Dr. Albino foi o que se sabe e também, dentro do seu registo, não fez nem mais, nem menos do que é costume.
O João Dias da Silva pareceu comprometido com alguma coisa. Não entendi. Não disse o que devia dizer. Falhou no conteúdo e no tom da mensagem. Se o Menezes conta com ele para a área da Governação, talvez ontem tenha ficado a pensar duas vezes.
E como do Norte estavam dois, Albino e João, eis que de Vila Nova de Gaia, da ES de Valadares surge o Presidente do Conselho de Escolas, Álvaro Santos.
Como aqui escrevi em tempos, o CE transformou-se num boneco articulado nas mãos do Governo - veja-se a forma como o ME ignorou o parecer do CE sobre a avaliação de desempenho.
E isso ficou patente ontem: ninguém foi capaz de mostrar o que de facto se está a passar nas escolas e o que esta gente continua a fazer de mal ao futuro do nosso país.
A resposta, cada vez mais, passa pela FENPROF que tem sabido caminhar no meio de tantas minas - quer através das providência cautelares, quer através do Plenário do Porto, tem procurado mostrar o que todos vamos sentido.
É este o caminho - com a FENPROF!
Supostamente sobre Educação, a conversa pareceu mais um chá das cinco entre quatro tias de Cascais.
Não sou dos que pensa que isto se faz à paulada, mas assim...
A Srª Ministra, bem dentro do seu estilo. Fez o que tinha para fazer. Sem ninguém a colocar questões incómodas, só poderia correr bem.
O Dr. Albino foi o que se sabe e também, dentro do seu registo, não fez nem mais, nem menos do que é costume.
O João Dias da Silva pareceu comprometido com alguma coisa. Não entendi. Não disse o que devia dizer. Falhou no conteúdo e no tom da mensagem. Se o Menezes conta com ele para a área da Governação, talvez ontem tenha ficado a pensar duas vezes.
E como do Norte estavam dois, Albino e João, eis que de Vila Nova de Gaia, da ES de Valadares surge o Presidente do Conselho de Escolas, Álvaro Santos.
Como aqui escrevi em tempos, o CE transformou-se num boneco articulado nas mãos do Governo - veja-se a forma como o ME ignorou o parecer do CE sobre a avaliação de desempenho.
E isso ficou patente ontem: ninguém foi capaz de mostrar o que de facto se está a passar nas escolas e o que esta gente continua a fazer de mal ao futuro do nosso país.
A resposta, cada vez mais, passa pela FENPROF que tem sabido caminhar no meio de tantas minas - quer através das providência cautelares, quer através do Plenário do Porto, tem procurado mostrar o que todos vamos sentido.
É este o caminho - com a FENPROF!
Movimentos "Livres" de Professores e reuniões no PS
Boas,
venho aqui manifestar a minha simpatia pelos movimentos que têm vindo a ser criados por esse país e que têm, todos, um denominador comum: lutar contra o que o Ministério de Educação tem feito à Escola Pública. Creio que se passa algo de interessante no nosso país e que radica nesta ideia das pessoas se organizarem em torno de um objectivo, independentemente das divergências que possam ter. Foi assim com Manuel Alegre, foi assim com Helena Roseta.
Curiosamente, a força (será que a têm?) destes movimentos começou por ser apenas da sua presença na Web e será interessante perceber como é que um movimento cresce do espaço digital para o mundo concreto e real.
Entendo e percebo a razão de ser da postura dos colegas que decidiram avançar, sendo que percebo menos bem que coloquem em paralelo sindicatos e ministério da educação. Isso é um lugar comum sem qualquer razão de ser, como se viu na 3ª feira aqui no Porto, e que obviamente condiciona o crescimento deste tipo de movimentos porque os responsáveis são os Governos e não os sindicatos, anda que estes tenham também as suas responsabilidades.
Se a atitude anti-sindical é assim tão visível nos textos apresentados porque valorizam nos vossos blogs as Providências Cautelares dos Sindicatos? Porque valorizam os 1500 professores que estiveram na Batalha?
Vamos ver se com a água do banho, não vai também o bebé!
JP
venho aqui manifestar a minha simpatia pelos movimentos que têm vindo a ser criados por esse país e que têm, todos, um denominador comum: lutar contra o que o Ministério de Educação tem feito à Escola Pública. Creio que se passa algo de interessante no nosso país e que radica nesta ideia das pessoas se organizarem em torno de um objectivo, independentemente das divergências que possam ter. Foi assim com Manuel Alegre, foi assim com Helena Roseta.
Curiosamente, a força (será que a têm?) destes movimentos começou por ser apenas da sua presença na Web e será interessante perceber como é que um movimento cresce do espaço digital para o mundo concreto e real.
Entendo e percebo a razão de ser da postura dos colegas que decidiram avançar, sendo que percebo menos bem que coloquem em paralelo sindicatos e ministério da educação. Isso é um lugar comum sem qualquer razão de ser, como se viu na 3ª feira aqui no Porto, e que obviamente condiciona o crescimento deste tipo de movimentos porque os responsáveis são os Governos e não os sindicatos, anda que estes tenham também as suas responsabilidades.
Se a atitude anti-sindical é assim tão visível nos textos apresentados porque valorizam nos vossos blogs as Providências Cautelares dos Sindicatos? Porque valorizam os 1500 professores que estiveram na Batalha?
Vamos ver se com a água do banho, não vai também o bebé!
JP
Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008
Caros colegas,
o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto aceitou a providência cautelar apresentada pelo SPN.
Nesse sentido e apesar do que diz o ME, está tudo suspenso.
Felizmente não é o Miguel Sousa Tavares que governa o nosso país (ainda que ele o sonhe...) e os tribunais ainda têm poder sobre os actos do Governo.
As consequências são simples e podem ser consultadas no site da FENPROF:
- o despacho que delega na futura Presidente de um Órgão que ainda não existe as competências do futuro órgão;
- o despacho com as fichas. Ou seja, não há fichas nenhumas para se trabalhar;
- o despacho com os prazos.
Surpreendentemente o ME colocou no "site" da DGRHE as posições que antes assumira verbalmente ( as escolas podem fazer os seus próprios calendários).
Fê-lo através de uma folha branca, sem timbre e sem responsável que assine.
Quanto à questão da presença no Plenário, este texto explica tudo.
Creio que estamos no bom caminho - finalmente começa a acontecer algo, ainda residual, que nos conforta!
Agora é só continuar a aumentar a pressão!
Alguém tem ideias? O que devemos agora fazer?
Bom fim-de-semana,
JP
o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto aceitou a providência cautelar apresentada pelo SPN.
Nesse sentido e apesar do que diz o ME, está tudo suspenso.
Felizmente não é o Miguel Sousa Tavares que governa o nosso país (ainda que ele o sonhe...) e os tribunais ainda têm poder sobre os actos do Governo.
As consequências são simples e podem ser consultadas no site da FENPROF:
- o despacho que delega na futura Presidente de um Órgão que ainda não existe as competências do futuro órgão;
- o despacho com as fichas. Ou seja, não há fichas nenhumas para se trabalhar;
- o despacho com os prazos.
Surpreendentemente o ME colocou no "site" da DGRHE as posições que antes assumira verbalmente ( as escolas podem fazer os seus próprios calendários).
Fê-lo através de uma folha branca, sem timbre e sem responsável que assine.
Quanto à questão da presença no Plenário, este texto explica tudo.
Creio que estamos no bom caminho - finalmente começa a acontecer algo, ainda residual, que nos conforta!
Agora é só continuar a aumentar a pressão!
Alguém tem ideias? O que devemos agora fazer?
Bom fim-de-semana,
JP
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Juntos no primeiro dia do resto das nossas vidas.

Os professores do Norte disseram hoje que estão de pé e disponíveis para lutar.
Num cinema Batalha sem um único lugar sentado, um ambiente de grande sintonia em torno de uma causa comum: a recusa das políticas deste Governo.
Houve muitas reflexões, muitas ideias, mas creio que o que fica é mesmo a imagem esmagadora da nossa FORÇA.
JP
O Professor e o Empregado: um conflito que nasce

O modelo de avaliação do Ministério da Educação é perverso.
E é perverso porque aparenta o contrário do que vai criar.
E em mim nasce uma dúvida que pode ser ilustrada através do Professor, um profissional onde a ética está sempre presente, e do Assalariado, cujo objectivo é receber o dinheiro ao fim do mês, necessário para sobreviver. É uma luta entre dois "Eus" (a imagem do post é da galeria de Serralves onde um quadro mostra exactamente o que sinto).
Antes das aulas:
- Professor: pensar e planificar o meu trabalho em função dos meus alunos, procurando encontrar as melhores soluções para o seu sucesso;
- Assalariado: pensar e planificar em função da minha avaliação;
Nas aulas / na escola:
- Professor: desenvolver o meu trabalho, de acordo com os meus conhecimentos,abdicando dos meus tempos, das minhas prioridades pela "paixão" de ensinar. Porque ser Professor é mais do que ser só empregado. É algo que nos envolve.
- Assalariado: onde está o titular? Onde está o Executivo? Será que já lhes disse bom dia? E será que os miúdos estão a gostar da aula? Espero não estar a chatear...
Depois das aulas / Avaliação:
Professor: ponderação, igualdade, reflexão, justiça, esforço, trabalho...
Assalariado: qual é a média da turma? da escola? da disciplina? Oh... que tolice... têm todos 5. Sou um Professor sem insucesso!
O que vai ser de nós, da nossa Escola, do nosso país?
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Mais uma
Domingo, Fevereiro 10, 2008
Vale a pena Lutar
Boas,
há uns dias eu escrevia por aqui que temos governantes que dizem amanhã o contrário do que disseram hoje. O Sr. Pedreira / onde anda a sua Ministra?) mostrou mais uma vez a verdade de tal afirmação.
O essencial continua errado, mas uma parte da nossa razão ganhou hoje mais força. Havendo mais força dos Professores, há menos força do ME.
Creio que começou hoje a subida do penoso poço em que este governo nos quer enfiar.
JP
Nota: o meu sincero aplauso às escolas que já tinham tudo pronto! Assim se vê a Força da vossa ignorância! Nem sempe a escova e o baixar a cabeça são a melhor opção!
Nota 2: O Conselho Nacional de Educação esteve contra. O Conselho de Presidentes Executivos pretendentes a gestores esteve contra. As escolas, enquanto colectivos estiveram contra. Os professores individualmente estiveram contra. Colectivamente também. O ME estava sozinho... que raio de Democracia temos no nosso país?
há uns dias eu escrevia por aqui que temos governantes que dizem amanhã o contrário do que disseram hoje. O Sr. Pedreira / onde anda a sua Ministra?) mostrou mais uma vez a verdade de tal afirmação.
O essencial continua errado, mas uma parte da nossa razão ganhou hoje mais força. Havendo mais força dos Professores, há menos força do ME.
Creio que começou hoje a subida do penoso poço em que este governo nos quer enfiar.
JP
Nota: o meu sincero aplauso às escolas que já tinham tudo pronto! Assim se vê a Força da vossa ignorância! Nem sempe a escova e o baixar a cabeça são a melhor opção!
Nota 2: O Conselho Nacional de Educação esteve contra. O Conselho de Presidentes Executivos pretendentes a gestores esteve contra. As escolas, enquanto colectivos estiveram contra. Os professores individualmente estiveram contra. Colectivamente também. O ME estava sozinho... que raio de Democracia temos no nosso país?
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
As grelhas - I
Boas,
muitas vezes tenho a sensação de que estou sempre do lado errado. E quanto mais o nosso Governo actua, mais tenho a certeza de que estando longe deles, estou do lado errado. É que os tachos estão por lá, mas enfim.
Dei, então, por mim a fazer um exercício meramente teórico: análise das grelhas com um olhar distante sem ter perto a convicção de alguém que pensa que isto não passa de uma grande....
Vamos a isso.
Por economia de bytes, vou começar por analisar as grelhas relativas ao 2º / 3º ciclos do EB e do Ens. Secundário, nomeadamente a que se destina a ser preenchida pelos coordenadores.
A Dimensão A: Preparação e organização das actividades lectivas
A1 – Como é que é possível operacionalizar este sub-item?
Quem determina o que é «correcto», do ponto de vista científico-pedagógico e didáctico?
Não há qualquer norma, definida por qualquer entidade. Parece-me que cada um de nós tem total liberdade para optar pelo que achar mais adequado ao contexto em que tiver que desenvolver o seu trabalho, ou não é assim? A haver alguma "normalização" ela só poderá (???) acontecer ao nível de escola, e dentro desta, ao nível de cada turma (PCT).
Diria que uma solução para a trapalhada que estamos obrigados a fazer, será fazer uma listagem dos itens que uma possível planificação deverá conter... enfim...
A2 – Como é que um avaliador determina que as estratégias de ensino-aprendizagem são adequadas a alunos e a turmas que eles não conhecem?
Pergunto: quem determina se as opções estão correctas ou erradas? E quando se pode avaliar a sua eficácia? Ao fim de quantos anos? Não deveria, este item, a existir, estar no campo que diz respeito às aprendizagens dos alunos?
A3 - diria o mesmo que para o A2.
A4 - Diversidade? Quer dizer muitas? A adequação mede-se como?
Fico por aqui. Volto mais tarde com a dimensão B.
muitas vezes tenho a sensação de que estou sempre do lado errado. E quanto mais o nosso Governo actua, mais tenho a certeza de que estando longe deles, estou do lado errado. É que os tachos estão por lá, mas enfim.
Dei, então, por mim a fazer um exercício meramente teórico: análise das grelhas com um olhar distante sem ter perto a convicção de alguém que pensa que isto não passa de uma grande....
Vamos a isso.
Por economia de bytes, vou começar por analisar as grelhas relativas ao 2º / 3º ciclos do EB e do Ens. Secundário, nomeadamente a que se destina a ser preenchida pelos coordenadores.
A Dimensão A: Preparação e organização das actividades lectivas
A1 – Como é que é possível operacionalizar este sub-item?
Quem determina o que é «correcto», do ponto de vista científico-pedagógico e didáctico?
Não há qualquer norma, definida por qualquer entidade. Parece-me que cada um de nós tem total liberdade para optar pelo que achar mais adequado ao contexto em que tiver que desenvolver o seu trabalho, ou não é assim? A haver alguma "normalização" ela só poderá (???) acontecer ao nível de escola, e dentro desta, ao nível de cada turma (PCT).
Diria que uma solução para a trapalhada que estamos obrigados a fazer, será fazer uma listagem dos itens que uma possível planificação deverá conter... enfim...
A2 – Como é que um avaliador determina que as estratégias de ensino-aprendizagem são adequadas a alunos e a turmas que eles não conhecem?
Pergunto: quem determina se as opções estão correctas ou erradas? E quando se pode avaliar a sua eficácia? Ao fim de quantos anos? Não deveria, este item, a existir, estar no campo que diz respeito às aprendizagens dos alunos?
A3 - diria o mesmo que para o A2.
A4 - Diversidade? Quer dizer muitas? A adequação mede-se como?
Fico por aqui. Volto mais tarde com a dimensão B.
Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
Paradoxo
A avaliação deve servir para melhorar.
No caso da avaliação de um trabalhador, a sua avaliação deve servir para melhorar a sua actividade.
No nosso caso, a actividade central da nossa Profissão é o trabalho dentro da sala de aula. Em última análise é aí que somos ou não bons profissionais - é no trabalho com os nossos alunos.
Ora, o modelo que o ME está a tentar impôr, de forma absolutamente incompetente, centra tudo fora da sala de aula.
Temos aqui um tremendo paradoxo, para os que quiserem entender esta avaliação como necessária.
Eu não acho necessária esta avaliação.
Eu quero ser avaliado pelo que faço dentro da minha sala com os meus alunos.
O que nos resta?
Na minha opinião apenas uma coisa, cruzar os braços e deixar que o ME faça a parte burocrática - estou convicto que nunca o conseguirão. Vai uma aposta?
Reparem que eles nem uma simples comissão conseguem criar. Depois, as grelhas são a confusão que se sabe... Aposto...
No caso da avaliação de um trabalhador, a sua avaliação deve servir para melhorar a sua actividade.
No nosso caso, a actividade central da nossa Profissão é o trabalho dentro da sala de aula. Em última análise é aí que somos ou não bons profissionais - é no trabalho com os nossos alunos.
Ora, o modelo que o ME está a tentar impôr, de forma absolutamente incompetente, centra tudo fora da sala de aula.
Temos aqui um tremendo paradoxo, para os que quiserem entender esta avaliação como necessária.
Eu não acho necessária esta avaliação.
Eu quero ser avaliado pelo que faço dentro da minha sala com os meus alunos.
O que nos resta?
Na minha opinião apenas uma coisa, cruzar os braços e deixar que o ME faça a parte burocrática - estou convicto que nunca o conseguirão. Vai uma aposta?
Reparem que eles nem uma simples comissão conseguem criar. Depois, as grelhas são a confusão que se sabe... Aposto...
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