nestes últimos dias tenho observado com atenção um conjunto muito interessante de discussões, muito em torno destas questões da esquerda e da direita.
O clique para este post foi o Rui Rio que veio definir a necessidade de se discutir a regionalização. Em 1998 votei contra a regionalização. Hoje voltaria a votar contra a regionalização. Na altura pessoas como o N. Miranda de Matosinhos ou como o Fernando Gomes da GALP conseguiram convencer-me.
Hoje, com intervenções como estas, começam novamente bem - continuo no não. A discussão? É sempre bem-vinda, só não me parece muito natural que a ala dominante (hoje) do PSD venha pegar numa bandeira apenas porque dá jeito vir buscar uns votos ao NORTE ou ao grande Porto. Percebo a ideia, mas parece-me contra natura - a Dr. Leite é o oposto ao regionalismo. É o centralismo em pessoa.
Veja-se o caso do Sr. que foi Primeiro antes de ser Engenheiro que veio da "provincia" e hoje é o que é.
Por mim vou pelo não.
JP
4 comentários:
Uma vez que consta na Constituição e não devia, tendo, portanto, de se resolver este embróglio, a regionalização não pode ser entregue a uma lógica de poder interpartidário.
O PR, o Governo deviam pedir estudos profundos e sérios a comissões para o efeito que incluissem sociólogos, historiadores, politólogos, Altos Estudos das Forças Armadas da área da Estratégia, ETC., à luz da definição dos Interesses, Desígnios (e Independência) Nacionais.
Portugal caracteriza-se por uma singularidade nesta matéria em toda a Europa: não reúne nenhuma das condições para se regionalizar, a maior parte dos nossos conceituados historiadores definem Portugal como a-regional.
Não se pode brincar às naçõezinhas para satisfazer cretinices como as que se ouvem por aí há muito tempo, exemplos: estava contra em 1998 e agora estou a favor, vou promover debates para ver se me convencem.
Somos um país com 900 anos, com um municipalismo estimado pelas populações e que está intrinsicamente ligado à Fundação e Independência.
Quem nos quer comparar com bélgicas, dinamarcas ou espanhas está a atirar areia para os olhos aos portugueses.
Acima de tudo, devemos ser sérios, muito sérios nesta questão.
Cumprimentos
CAMARADITA
Minhas desculpas: onde se lê "embróglio", deve ler-se IMBRÓGLIO.
Viva,
se nos podem comparar com alguma coisa, em Espanha, é com umas das suas regiões... Quer em tamanho quer em história. Só não nos podemos comparar com eles em termos de desenvolvimento sustentável...
Há duas razões básicas para pedir a regionalização:
1º - Aumentar os tachos (sem mais comentários).
2º - Alguns centros, sobretudo o Porto, querem tirar protagonismo a Lisboa. Reparem como acenam com as estatísticas do Norte sub-desenvolvido! Só que analisando as estatísticas vê-se que o Porto está muito perto de Lisboa, e o Norte está mal por causa, sobretudo, de Viana do Castelo, Vila Real e Bragança. Havendo uma grande região, estão mesmo a ver onde vai ser gasto o dinheiro... Apostam que Viana do Castelo não vê um tostão... ou melhor, vê... nos acesso a Moledo, onde o "jet set" do Porto tem casa de férias....
Álvaro
PS: Julgo que a questão da regionalização nem se põe em termos de esquerda/direita
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