
Car@s amig@s,
como escrevi num dos posts anteriores, no [S]PN estamos em pleno processo eleitoral e pela primeira vez na nossa história há duas listas.
Obviamente, esta seria uma questão que poderia interessar em exclusivo aos sócios do [S]PN, mas creio que será algo a considerar na lista dos interesses de todos os docentes, nomeadamente os do NORTE - quer queiram, quer não queiram, no Norte, [S]INDICATO escreve-se com [S] de [S]PN.
E gostaria de vos dar a conhecer o que eu penso que são as marcas mais interessantes do [S]PN, enquanto sindicato. Para mais tarde fica o que penso sobre a Educação, a profissão e a Escola, bem como o que eu acho que deve mudar no [S]PN.
a) É um Sindicato Plural: aqui há diversidade, há gente de todas as cores e feitios. Há gente que circula à Esquerda, mas muita gente anda pela Direita e outros mais ou menos pelo meio. Nunca ninguém perguntou de que partido eu era e em quem voto. Sempre fiz uma prática sindical de liberdade e nem quando me aproximei de um movimento político (BE) senti o que quer que fosse dentro do [S]PN. Escrito de outro modo, diria que rejeito total e frontalmente as interferências directas das Direcções dos Partidos nos Sindicatos.
Obviamente, entendo como natural que as partilhas de espaços, obriguem as pessoas a partilharem ideias, mas uma coisa é discutir e outra é impor. Todos são bem-vindos, do PP ao PCP, porque é do somatório de todas as reflexões que pode sair algo mais positivo.
Penso que será muito importante que assim continue: a nossa única Dependência deverá ser a vontade dos nossos sócios e essa não tem cor nem partido. Quem pensa e pratica o contrário está a desejar algo que nunca existiu... Pelo menos a Norte do Vouga. (Quem rompeu a Unidade?)
b) Somos um Projecto Sindical de Rua. O exemplo supremo está na Marcha da Indignação que foi lançada por nós no Cinema Batalha.
A Luta exige a rua e quem pensa o contrário está enganado. Isto não foi, não vai e não irá lá de outro modo.
Não me revejo na luta com hora e local marcado pelo calendário do partido x ou y. Sabemos, TODOS, que muitas vezes vamos para a rua porque alguém nos "mandou" ir, mas... Se calhar isso faz parte do jogo.
Mas, pelo contrário, sempre que for necessário e o momento o exigir, aí estaremos nós na rua! É por excelência o espaço de afirmação do [S]PN: levamos mais de 10000 professores a Lisboa!
c) Somos um Sindicato NA escola. O dia D foi a prova da nossa força. A esmagadora maioria dos Agrupamentos e Escolas Secundárias do Norte "recebeu" uma reunião no dia 15.
Isto não seria possível se o [S]PN estivesse longe das escolas e dos professores.
É óbvio que não se vivem hoje os mesmos tempos do PREC. É óbvio também que todos temos menos tempo para tudo e, uma das coisas que vai ficando, é o trabalho sindical, até porque a confiança no [S]PN é total.
E isto traduz, em muitas casos, uma dificuldade acrescida em estar NA escola em que cada um de nós trabalha - mas o [S]PN nunca foi um sindicato de dirigentes ou de delegados, de euro-burocratas ou militantes partidários. Somos um Sindicato de Professores e é na escola, que NÓS, professores queremos continuar. A realização de reuniões frequentes nas escolas e nos agrupamentos é uma marca que nos distingue de outros.
d) Somos um Sindicato de Porta Aberta: o atendimento e a informação são um pilar central do trabalho de um sindicato. E no [S]PN isso é feito sem perguntar nome, idade ou número de sócio. Nos nossos espaços e nas nossas iniciativas cabem TODOS - sócios ou não. Assim deverá continuar.
e) Solidários porque a Dimensão Sindical da nossa actividade não se faz apenas em nossa "casa". Somos o maior Sindicato do Norte, o segundo maior do país e é com essa força que fazemos tudo o que é possível dentro da FENPROF para que a Federação possa ser a maior e mais forte organização sectorial do nosso país. Estamos também absolutamente integrados na CGTP e é neste contexto que afirmamos a necessidade da CGTP integrar a CSI.
f) FUTURO - sempre estivemos à frente do tempo, numa prática de vanguarda sindical. É assim que queremos continuar. Não estamos a olhar para ontem (muito menos para o Século passado) nem a procurar tirar da terra o que está morte e enterrado. O discurso e a prática que se exigem ao [S]PN têm que ser novos, duros, mas sem tabus, sem dogmas e procurando afirmar que PORTUGAL precisa de uma escola Democrática. E uma escola Democrática como a que temos não serve.
Vamos começar a escrever o futuro com a letra [S].
JP
10 comentários:
Podemos concluir que começou a propaganda, e por conseguinte, a demagogia.
Até aqui nada de novo.
Ora meu caro amigo,
é verdade, no sentido em que eu entendo a propaganda, sim, começou.
Mas não percebo a sua associação entre propaganda e demagogia - quer explicar ao que se refere?
JP
Caro JP,
Propaganda e demagogia, numa campanha eleitoral, andam geralmente a par.
Quem quer vender um "produto" tem sempre a tentação de o dourar com o maior número de frases feitas e ou lugares comuns, porque sabe que terá uma maior aceitação do "grande público".
Parece-me que isto é pacífico.
No seu post há a preocupação de procurar conteúdos mais ou menos consensuais e apresentá-los como linha de acção da sua lista.
E aqui também entra a demagogia.
Porquê?
Porque acontecimentos recentes demonstram que há um discurso que não condiz com a prática:
1 - O JP, enquanto dirigente sindical, leu em público o texto que propunha o acordo com o ministério e concordou com ele.
Posteriormente, no seu agrupamento fez uma reunião, pelos vistos a maior de sempre, para a sua ractificação pelos colegas.O seu resultado, unanimidade do não, não condiz com a sua posição.
Já disse que não quer esclarecer isto, mas permita-me que continue a insistir: Qual foi o seu papel nesta reunião?
2-Sabe que a existência de duas listas tem a ver com a escolha do secretário geral da Fenprof, que no caso do SPN, não foi consensual, provocando algum mal estar na direcção.Sabe também que os membros da direcção que apoiaram a eleição do Mário Nogueira, foram convidados a apresentarem a sua demissão.
Sabe isto não sabe?
Se sabe porque razão se refugia
numa desculpa "esfarrapada" para justificar a divisão?
Não seria mais correcto dizer aos colegas que não estavam criadas as condições para a continuação do trabalho em conjunto?
Dizer-se que o SPN sempre conviveu com todas as tendências e sensibilidades, é fácil.Aceitar na prática a opinião dessas tendências, quando elas são contrárias á vossa, torna-se bastante difícil.
É mais fácil a demagogia.
Sempre foi.
Cumprimentos
Boas,
creio que será melhor voltar a estudar os manuais de propaganda... Propaganda e demagogiã não são a mesma coisa e não estão sempre a par.
Usei propaganda. Ficou por provar que usei demagogia.
No que escreve não se refere aos pontos em que eu apresento o que deve para mim ser um sindicato - não diz por exemplo se concorda ou não que a Direcção do PCP, do PS, do BE, do..., devem ou não interferir na Direcção de um sindicato. Aguardo resposta.
O meu papel na minha escola? Fazer um trabalho sério e honesto que me levou à maior reunião, na da minha escola, mas de toda a área sindical da Feira o que deve ter feito alguma comichão aos que agora descobriram a fénix renascida.
Porque acha que tive uma reunião com mais de 100 pessoas, quando os puristas (creio que como o Ribeiro é, não conseguem em escolas com mais de 200 professores, chegar sequer perto e já lá estão há 20 anos)??? Por ser demagógico? Aldrabão?
Acha mesmo que eu fiz a cabeça das pessoas? Sabe, no Sindicato em que eu acredito, os dirigentes não são iluminados e os professores burros. Eu só tenho que apresentar argumentos e moderar a discussão. Nada mais. O voto é livre e democrático - mas se calhar, por essas e por outras é que na Coreio do Norte não houve protestos contra a tocha olímpica.
É mentira que tenham sido convidados a apresentar a demissão. MENTIRA! Se o afirma porque ouviu em alguma reunião, é mentira. Se alguém lhe disse isso, MENTIU!
Se assim fosse, porque é que aqui na Feira os dirigentes afectos ao PCP continuam a tempo inteiro? E em Guimarães? E em???
A divisão foi feita e criada por quem hoje está na lista A. Um facto provado por factos.
A presença de todos nos SPN foi real e verdadeira... mas a alguns só deu jeito enquanto tiveram o poder. Quando os professores, realmente independentes, avançaram... perderam a cara e foram para outra. As pessoas que estão à frente da lista A nunca, em 25 anos, fizeram uma linha (uma única) de critica ao SPN. Nunca. Eram em muitos casos os mais radicais na defesa de criticas (justas) à direcção... e de repente porque o partido decide uma coisa e os professores outra... vão embora.
SEMPRE SPN... isso sim, demagogia é ter um conjunto de gente, que não coloca os pés numa sala de aula há 20 anos e que usa os tempos sindicais para actividades partidárias, agora, vir falar de mudança...
Concordo e por isso é que apresentei, com outros colegas, uma lista na FEIRA - para mudar!
JP
JP,
Pelos vistos quando a conversa não lhe interessa, assobia para o lado, ou então mistura alhos com bogalhos.
Já sabe que eu não concordo que a direcção de qualquer partido interfira na direcção do sindicato.
Parece-me que isto ficou bem claro ao longo dos contactos que vou mantendo por aqui.
Eu não ponho, nem nunca puz em causa o seu papel na sua escola.
Não é isso que está em causa. O que está em causa é a orientação do seu voto. O seu e de mais ninguém, na reunião do dia D.
Estamos entendidos?
A referência á Coreia do Norte situa-se no campo da propaganda ou da demagogia? Situe-se á vontade.
É verdade que foram convidados a demitir-se.
Eu não disse que eles foram demitidos, foram convidados a demitir-se.
A presença dos elementos afectos ao PCP nas áreas que refere, deve-se ao facto desse mesmo convite não ter sido acatado pelos visados.
Quanto ao aproveitamento que cada um faz do sindicato, não me parece que tenha autoridade, tendo em conta os elementos da sua lista, para atirar pedras dessa maneira.Haja contenção.
Cumprimentos
Errata "pus".
Oi,
ok. Estamos entendidos numa coisa: as Direcções dos partidos não têm que interferir nas Direcções dos Sindicatos. OK. Essa é a principal questão que levou ao aparecimento da Lista A.
A referência à Coreia foi só para provocar: nem propaganda, nem demagogia. Sendo verdade que não fui eu que disse que a Coreia do Norte era uma Democracia.
Quanto ao pedido de demissão continuo a afirmar que é mentira: não foram convidados a apresentar a demissão. Não foram! E se continuam a tempo inteiro foi porque a maioria da direcção concordou que ficassem a tempo inteiro.
Elementos da minha lista que se aproveitam do sindicato?
O que lhe posso dizer é que na Lista Candidata a Santa Maria da Feira somos todos APENAS professores!
TODOS!
JP
JP,
Continuamos a assobiar para o lado em relação ao seu voto no dia D.
Quanto á Coreia, não me parece que eu tenha feito qualquer referência sobre o que quer que fosse, daí a pergunta sobre a adjectivação a utilizar.
Quanto ao pedido de demissão quero dizer-lhe que seria muito mais correcto da sua parte afirmar que não tem conhecimento, do que dizer que é mentira.
Salvaguardava a sua posição e não caluniava terceiros.
Mas registo esta pequena nuance:
"E se continuam a tempo inteiro foi porque a maioria da direcção concordou que ficassem a tempo inteiro."
Neste parágrafo é implícito que o tema foi abordado.Já é um avanço!
Quanto á idoneide dos elementos da sua lista, o meu amigo percebeu mal, o que eu penso da sua lista é sobre a lista S no seu todo!
Os locais, alguns, e os centrais.
Peixe graúdo meu amigo, peixe graúdo.
Cumprimentos
Oi,
cá vamos nós outra vez:
a) a Direcção do SPN decidiu por maioria apoiar a Manuela Mendonça.
b) Pela 1ª vez em 25 anos os "camaradas" abandonaram o Centralismo democrático porque não deu jeito.
c) A Direcção não sugeriu qualquer demissão.
d) Todas as decisões sobre os tempos inteiros são discutidos na Direcção. A haver, como diz, perseguição, a "maioria" que diz que persegue a "minoria que divide" então... Percebido?
Quanto às afirmações sobre as pessoas da lista, locais ou centrais, é um registo discursivo que não vou entrar, porque as dimensões pessoais não são para mim relevantes. Não vou usar argumentos pessoais, apenas políticos: o que eu escrevi foi que considero que o tempo da actividade sindical não pode ser tempo de actividade partidária. Creio que nisso estamos os 2 de acordo.
Eu tenho - passe a imodéstia - uma vantagem em relação a muitos camaradas. Há muitos anos que digo olhos nos olhos, cara a cara o que é preciso mudar no SPN. Sempre o fiz e vou continuar a fazer.
Não acordei um dia virado para o lado errado e descobri que afinal os camaradas de 30 anos, muitos camaradas de partido, eram uns vendidos, uns reformistas.
E essa questão é a questão central.
Para a posteridade e para que não apaguem a memória:
No jornal A Página nº 165 de Abril de 2007, foi dedicado um espaço para as candidaturas a secretário geral da fenprof, protagonizadas pela Manuela Mendonça (MM) e Mário Nogueira(MN).
.Duas páginas (12-13)para a M.M. e outro tanto(14-15) para o M.N, com uma introdução (11) assinada por Ricardo Jorge Costa e José Paulo Serralheiro.
Um artigo de José Rafael Tormenta, ocupando cerca de 90% da página 10, apelando ao voto em M.M., é demonstrativo do conceito de igualdade de oportunidades e exercício democrático de quem dirige este jornal.
Imediatamente após o Congresso, no mesmo jornal A Página nº 167 de Maio de 2007, a única referência ao mesmo encontra-se no espaço “Revista de Imprensa” com o seguinte teor:
FENPROF elegeu
Novo secretário-geral
Mário Nogueira foi ontem eleito secretário –geral da Fenprof com uma proposta de resolução sobre acção reivindicativa, que prevê uma série de acções de luta e a interposição de uma providência cautelar nos tribunais administrativos, contra o aviso de abertura do concurso de professores para 2007/2008.Nogueira prometeu não dar tréguas à ministra da Educação,com quem quer reunir de urgência e que já não recebe
a Fenprof há ano e meio, segundo assegurou. No discurso de encerramento do 9º congresso da federaçãode professores afecta à CGTP, o líder eleito prometeu luta cerrada pela revogação do estatuto da carreira docente que,”nada tem a ver com a carreira docente”.
Jornal de Notícias
22.04
Perante o acima exposto, e tendo em conta que este jornal é financeiramente suportado e dirigido pelo (S)PN, deixo-vos com um comentário, que não sendo meu, encaixa que nem uma luva ao seu autor:
“ O que me desgosta é a sabujice, a falta da frontalidade, a hipocrisia com que alguns discutem a intenção e a acção política”.
Sempre ao vosso dispor
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