Mudei de casa...Outra vez. Estou num novo projecto:

Terça-feira, Abril 22, 2008

Gestão das Escolas III: Ninguém concorre ao Conselho Geral

Boas,
a Gestão das Escolas é das coisas a que as Direcções dos Sindicatos dão muita importância e que, para os Professores (os "outros"), é um mal menor ao qual se dá pouca importância.
Considero que na história do movimento sindical docente houve um erro estratégico quando se procurou ouvir os Conselhos Executivos, dando "prioridade" a essa relação sem cuidar de perceber que muitos deles se sentem parte INTEIRA da Administração. Não percebo porque é que alguns pseudo-candidatos às eleições do SPN continuam a insistir neste erro - talvez por terem no seu seio alguns desses ditadores de trazer por casa que há anos e anos se eternizam no poder de escolas, onde a Democracia fica à porta. Mas enfim...

Hoje e para que não fique esquecido aconteceu mais um desastre para a nossa educação - Está publicado o novo modelo de Gestão: até agora havia entre nós o "115" e agora vamos ter o 75 de 2008.

Não está muito diferente do que se previa. Merece por isso que se comece já a trabalhar numa questão:
- O Conselho Geral terá que estar em funcionamento (provisoriamente) até ao fim de Setembro. O que proponho é que nenhum professor se candidate a este órgão.
Dirão que é impossível - eu digo: é possível. Este espaço é colectivo e precisa de uma lista - ora... se não houver lista, não há eleição. Simples.
Haverá sempre um? Sim... talvez... Mas ninguém sozinho faz uma lista.
Haverá dois ou três? Talvez... mas isso também não chega.

Hoje é comum ouvir-se que ninguém deveria ter concorrido a titular. Pois bem, agora vamos a tempo: passem palavra - "Ninguém concorre ao Conselho Geral".

JP

2 comentários:

Anónimo disse...

Eu entendo a bondade da proposta, mas ela parece-me estrategicamente desastrosa. Mesmo que a esmagadora maioria da classe docente esteja de acordo com esta posição, basta que uma mão cheia de professores esteja disposta a concorrer para o Concelho Geral, e assim o legitimar, e esta batalha vê os seus propósitos gorados. Pelo contrário, se uma maioria de professores se empenhar em eleger um Concelho Geral claramente disposto a contestar esta política e este ministério, não há minoria que consiga impedir esse objectivo de transformar um órgão proposto pelo ministério, num grande incómodo para quem o propôs.

JP disse...

Boas,
claro que é um desastre se não for assumida pela classe. Concordo totalmente. O que eu penso é que a Classe quer assumir esta luta. Não será assim tão fácil haver 10 professores em cada agrupamento disponíveis para isto... se a ideia geral for "Ninguém vai!"....

Eu acredito que é possível.
JP